quinta-feira, 27 de março de 2025

Novocaine: À Prova de Dor


 Título no Brasil: Novocaine: À Prova de Dor

Título Original: Novocaine

Ano: 2025

País: Estados Unidos

Direção: Dan Berk, Robert Olsen

Roteiro: Lars Jacobson

Elenco: Jack Quaid, Amber Midthunder, Ray Nicholson

Nota: 3,5/5.0


Nathan Caine é um homem introvertido e gentil que nasceu com CIPA, uma rara condição genética que o torna incapaz de sentir dor física. Crescendo sob proteção constante, ele desenvolveu estratégias para lidar com os desafios diários de sua condição, como usar um cronômetro para lembrar-se de necessidades básicas e tomar cuidado para não se machucar inadvertidamente.


Apesar das limitações, Nathan construiu uma vida tranquila como executivo bancário. No entanto, sua rotina muda drasticamente quando seu local de trabalho é alvo de um assalto e um colega de trabalho é feito refém.


Determinado a salvá-lo, Nathan descobre que sua condição, antes considerada uma vulnerabilidade, pode ser sua maior força. Imune à dor e disposto a enfrentar qualquer perigo, ele embarca em uma missão de resgate inesperada, desafiando limites físicos e emocionais. 

quinta-feira, 20 de março de 2025

Branca de Neve

 


Título no Brasil: Branca de Neve

Título Original: Disney’s Snow White

Ano: 2025

Direção: Marc Webb

Roteiro: Erin Cressida Wilson

Elenco: Rachel Zegler, Gal Gadot, Andrew Burnap

Nota: 3/5

Por Amanda Gomes 


Inspirado no conto clássico dos Irmãos Grimm, Branca de Neve ganha uma nova adaptação live-action da Disney. A história acompanha a jovem princesa Branca de Neve, cuja beleza desperta a inveja de sua madrasta, a Rainha Má. Determinada a eliminar a enteada, a vilã ordena sua morte, mas Branca de Neve consegue escapar e se refugia na floresta.


Lá, encontra uma cabana onde vivem sete anões amigáveis, que a acolhem e se tornam seus aliados. No entanto, o perigo ainda ronda a princesa, pois a Rainha Má tem um plano cruel para eliminá-la de vez: uma maçã envenenada. 

Disney, o que rolou aqui? O live-action de “Branca de Neve” finalmente chegou, depois de muita polêmica, promessas de modernização e uma chuva de críticas antes mesmo de estrear. E agora que assistimos... bem, é um daqueles filmes que não são nem um desastre completo, nem algo que realmente empolga.

Vamos começar pelo básico: o visual. Sim, a Disney sabe entregar um filme bonito. Os cenários são bem trabalhados e a fotografia tem aquele brilho de conto de fadas. Mas aí vem o primeiro tropeço: os sete anões foram substituídos por personagens digitais, e o CGI... não convence. Sabe aquele sentimento estranho que “O Expresso Polar” deixou? Pois é, voltamos para lá. A ideia era atualizar a história e evitar estereótipos problemáticos, mas o resultado foi um efeito artificial que tira um pouco da magia.

quinta-feira, 13 de março de 2025

Deu Preguiça (Crítica)


 Título no Brasil: Deu Preguiça

Título Original: The Sloth Lane

Ano: 2025

Direção: Tania Vicent, Ricard Cussó

Roteiro: Ryan Greaves, Tania Vincent

Elenco: Leslie Jones (II), Tontom Périssé, Teo Vergara

Nota: 4/5

Por Amanda Gomes 


Em Deu Preguiça!, após uma tempestade devastadora que destrói sua casa, Laura, a preguiça mais veloz de sua comunidade, decide recomeçar sua vida na cidade grande. Junto de sua família excêntrica, ela se muda para a nova cidade em seu velho e enferrujado food truck, com a esperança de transformar seu negócio em um sucesso.


A trama acompanha a jornada de Laura e seus entes queridos enquanto enfrentam os desafios de um novo começo. Ao tentar se estabelecer e conquistar clientes, eles descobrem que a verdadeira força reside na união familiar e na determinação para vencer as adversidades. A deliciosa comida preparada por Laura logo chama a atenção, mas, além de novos clientes, outros desafios surgem, colocando à prova a coragem da família. 


Se tem uma coisa que "Deu Preguiça" não faz, é dar sono. A animação chega aos cinemas brasileiros carregada de cores vibrantes, personagens carismáticos e uma mensagem que bate forte no coração: como equilibrar tradição e mudança sem perder nossa essência?  


O que faz "Deu Preguiça" ser tão especial? Primeiro, a forma como ele fala com todo mundo. Para as crianças, tem o visual super colorido, a fofura dos personagens e a mensagem sobre amizade e autoconhecimento. Para os adultos, há discussões mais profundas sobre crises financeiras, desastres naturais e o peso das expectativas familiares. Nada é jogado na nossa cara, mas está ali, pronto para ser sentido. 

Código Preto (Crítica)


 Título no Brasil: Código Preto

Título Original: Black Bag

Ano: 2025

País: Estados Unidos

Direção: Steven Soderbergh

Roteiro: David Koepp

Elenco: Michael Fassbender, Cate Blanchett, Tom Burke

Nota: 3,5/5.0

Por Amanda Gomes


É preciso escolher: seu casamento ou sua lealdade? Em Código Preto, acompanhamos o casal de agentes espiões Kathryn e George. Dentro de casa, a vida matrimonial é tranquila e apaixonada, os dois respeitando os segredos e as discrições da profissão. 


Quando, porém, alguém parece ter vazado informações confidenciais e perigosas da inteligência, Kathryn é a principal suspeita. A missão de George, agora, é descobrir se sua esposa é a verdadeira traidora, testando a confiança de seu casamento. De maneira extraoficial, George precisa ser discreto e encarar um dos maiores testes de sua carreira e vida pessoal: ser leal ao seu país ou ao seu relacionamento.


Código Preto apesar da premissa intrigante e do charme do elenco, o filme fica no meio do caminho entre a homenagem e a sátira – e acaba tropeçando no próprio desfecho.


O diretor, no entanto, não está interessado em uma história tradicional de espiões. Seu foco está na dinâmica conjugal dos protagonistas – um jogo de segredos e desconfianças em que a vida pessoal e profissional se confundem. A espionagem aqui não é apenas um pano de fundo, mas uma metáfora para o casamento: cada ação de George e Kathryn afeta o outro diretamente, como num intrincado tabuleiro de xadrez emocional.


O roteiro brinca com os clichês do gênero, satirizando a frieza dos agentes secretos. Fassbender, sempre meticuloso, constrói um George que tenta manter o controle, mas cuja vulnerabilidade transparece nos momentos certos. Blanchett, por sua vez, traz um magnetismo calculado para Kathryn, mantendo o espectador constantemente na dúvida sobre suas reais intenções.


Visualmente, Código Preto bebe da tradição do gênero. Utiliza planos fechados para intensificar a tensão, planos abertos para destacar a coreografia dos personagens e até ângulos inclinados para sugerir o desequilíbrio da situação. A fotografia elegante e os figurinos impecáveis reforçam a identidade estilizada do filme, remetendo tanto aos thrillers políticos dos anos 70 quanto ao glamour de 007.



O humor é outro trunfo da produção. Diferente da ação explosiva de Sr. & Sra. Smith, o casal de espiões aqui se envolve em algo mais parecido com uma sessão de terapia, onde traições e desconfianças são expostas sob o pretexto da profissão. A participação de Pierce Brosnan – um ex-James Bond – só reforça o tom irônico do projeto.

Pequenas Coisas Como Estas (Crítica)

 


Título no Brasil: Pequenas Coisas Como Estas

Título Original: Small Things Like These

Ano: 2025

País: Estados Unidos e Irlanda

Direção: Tim Mielants

Roteiro: Enda Walsh

Elenco: Cillian Murphy, Clare Dunne, Emily Watson 

Nota: 4/5

Por Amanda Gomes 


Ambientado em 1985, Pequenas Coisas Como Estas narra a história de Bill Furlong, um vendedor de carvão em uma pequena cidade irlandesa dominada pela influência da Igreja Católica. Às vésperas do Natal, Bill faz uma descoberta chocante ao encontrar uma mulher aprisionada em um galpão de carvão, vítima de punições impostas pelas Lavanderias Madalena, onde a Igreja mantinha aquelas que eram consideradas "fora do padrão".


Este encontro provoca um conflito interno profundo em Bill, que se vê dividido entre a emoção e a moralidade. À medida que os segredos obscuros da cidade começam a emergir, Bill confronta suas próprias memórias de infância, repletas de pobreza e anseios não realizados. 


Com isso, ele se questiona sobre o que significa realmente a bondade e a compaixão em um mundo marcado pelo silêncio e pela opressão. Desafiado a lutar por justiça, tenta redefinir o verdadeiro espírito natalino em meio a revelações dolorosas.



Desde os primeiros minutos, “Pequenas Coisas Como Estas” mergulha em uma atmosfera fria e densa, típica da pequena cidade de New Ross, na Irlanda. Com uma fotografia acinzentada e um ritmo contemplativo, o filme nos apresenta Bill Furlong, um vendedor de carvão de poucas palavras e olhar sempre perdido em pensamentos. Mas não se engane: por trás desse homem aparentemente comum, existe um universo de conflitos internos que o levarão a uma escolha moral impactante.