domingo, 21 de junho de 2026

Toy Story 5 {Crítica}


 Título no Brasil: Toy Story 5

Título Original: Toy Story

Ano: 2026

Direção:  Andrew Stanton, McKenna Harris

Elenco: Marco Ribeiro, Tom Hanks, Guilherme Briggs

Nota: 5/5

Por Amanda Gomes

Eu estava muito ansiosa para assistir a Toy Story 5. Parte disso vem do meu amor pela franquia, que acompanha toda a minha vida. Mas confesso que outro motivo pesou bastante: o anúncio de que Taylor Swift estaria na trilha sonora. Como fã, isso foi suficiente para aumentar ainda mais minha curiosidade sobre um filme que, sinceramente, eu nem sabia se precisava existir.

Porque vamos combinar: quando anunciaram um quinto Toy Story, a primeira reação de muita gente foi levantar uma sobrancelha. Afinal, Toy Story 3 parecia ter encerrado a história de forma perfeita, e o quarto filme já havia dividido opiniões. Então era impossível não pensar que talvez a Pixar estivesse apenas apostando em uma fórmula segura para continuar lucrando com uma das franquias mais amadas da animação.

Mas a verdade é que, depois de assistir ao filme, essa preocupação ficou em segundo plano. “Toy Story 5” consegue algo que parecia improvável: justificar sua própria existência.

Desta vez, a história coloca Jessie no centro da narrativa, enquanto Woody e Buzz assumem papéis mais secundários. Foi uma mudança que gostei bastante. Jessie sempre foi uma personagem carismática e cheia de personalidade, mas raramente teve o mesmo espaço que os protagonistas clássicos. Aqui ela finalmente brilha.

sábado, 13 de junho de 2026

O afinador [Crítica]

 


Título no Brasil: O Afinador

Título Original: Tuner 

País EUA

Ano: 2026

Direção:  Daniel Roher 

Roteirista: Daniel Roher, Robert Ramsey  

Elenco: Leo Woodall, Dustin Hoffman, Havana Rose Liu  

Nota: 3,5/5,0

Por Amanda Gomes

Existe um tipo de filme que dificilmente vira fenômeno de bilheteria, mas que encontra seu público justamente por apostar em histórias menores, mais intimistas e guiadas pelos personagens. “O Afinador” é exatamente esse tipo de obra.

A trama acompanha Niki, um jovem afinador de pianos que possui ouvido absoluto, mas vive com hiperacusia, uma condição que torna sons altos dolorosos e transforma o simples ato de atravessar uma rua movimentada em um desafio diário.

Depois de ver o sonho de seguir carreira como pianista ruir por causa dessa sensibilidade extrema, Niki encontra uma nova forma de usar seu talento: criminosos descobrem que sua audição excepcional pode ajudá-los a abrir cofres com precisão quase cirúrgica. O que começa como uma solução para problemas financeiros rapidamente o coloca em uma espiral de dilemas morais, colocando em risco sua segurança, seu relacionamento com Ruthie e a relação com Harry, seu mentor e figura paterna.

O que mais me chamou atenção em “O Afinador” foi a forma como o filme utiliza o som para contar a história. A sonoplastia deixa de ser apenas um elemento técnico e se transforma em parte da experiência emocional do espectador. Os ruídos caóticos das ruas, o silêncio quase sufocante durante os assaltos e a maneira como somos colocados dentro da percepção de Niki ajudam a construir uma tensão constante sem a necessidade de grandes explosões ou reviravoltas mirabolantes.


Leo Woodall entrega uma atuação bastante contida, mas muito eficiente. É fácil entender a frustração de alguém que teve seu maior talento transformado justamente naquilo que o afastou do futuro que imaginava para si. Dustin Hoffman, mesmo com menos tempo de tela, traz carisma e afeto ao papel de mentor, enquanto Havana Rose Liu contribui para que o protagonista tenha uma dimensão mais humana para além do suspense.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Dia D [Crítica ]


 Título no Brasil: Dia D

Título Original: Disclosure Day 

Ano: 2026

Direção: Steven Spielberg 

Roteirista: David Koepp  

Elenco: Emily Blunt, Josh O'Connor, Colin Firth 

Nota: 4/5

Por Amanda Gomes


Steven Spielberg voltando à ficção científica é sempre um acontecimento. Mesmo para quem não acompanha toda a filmografia do diretor de forma obsessiva, existe aquela expectativa inevitável de reencontrar um pouco da magia de filmes como “E.T”. ou “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”. 

A trama acompanha personagens que acabam envolvidos em uma conspiração ligada à existência de vida extraterrestre e à tentativa de impedir que certas informações cheguem ao público. Entre perseguições, segredos governamentais e acontecimentos inexplicáveis, Spielberg constrói uma história que mistura suspense, ficção científica e aventura, sempre colocando as emoções humanas no centro da narrativa.

O grande destaque do filme é Emily Blunt. Sua Margaret, uma apresentadora da previsão do tempo que passa a experimentar fenômenos que desafiam qualquer lógica, é de longe a personagem mais interessante da história. A atriz consegue equilibrar humor, vulnerabilidade e estranhamento com muita naturalidade, trazendo humanidade até para os momentos mais absurdos do roteiro. Josh O'Connor também funciona bem como um dos protagonistas, enquanto Colin Firth entrega um antagonista eficiente, embora pouco memorável.

O problema é que “Dia D” parece dividido entre dois filmes diferentes. De um lado, existe uma ficção científica intrigante sobre empatia, comunicação e o impacto que uma revelação dessa magnitude teria sobre a humanidade. Do outro, há um suspense de ação cheio de perseguições, fugas improváveis e sequências que lembram franquias como “Missão: Impossível”. Nem sempre essas duas propostas conversam tão bem entre si.




Spielberg continua sendo um diretor extremamente habilidoso. O filme é visualmente elegante, mantém um bom ritmo e consegue despertar curiosidade sobre seus mistérios. A trilha sonora, mais uma vez, ajuda a amplificar a emoção de determinadas cenas, e há momentos que resgatam aquele olhar otimista e quase infantil que marcou tantos de seus clássicos.

Ainda assim, saí da sessão com uma sensação curiosa: gostei do filme mais do que desgostei dele, mas esperava me sentir mais impactada. “Dia D” é envolvente, sincero e até emocionante em alguns momentos, mas parece hesitar justamente quando poderia ir mais fundo nas consequências de sua própria premissa. Quando finalmente chega a hora das grandes respostas, a resolução soa menos grandiosa do que a expectativa construída ao longo do caminho.

No fim das contas, Dia D está longe de ser um dos melhores filmes da carreira de Spielberg, mas também passa longe de ser uma decepção completa. É uma ficção científica feita com coração, interessada nas pessoas antes dos efeitos especiais e que ainda acredita que o desconhecido pode despertar esperança em vez de medo. Talvez não seja um novo clássico, mas é o tipo de filme que nos lembra por que Spielberg continua sendo uma das vozes mais importantes do cinema: porque, mesmo quando não acerta completamente, ele nunca perde a capacidade de nos fazer olhar para o céu e imaginar que existe algo maior lá fora.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

100 noites de desejo - uma história sobre pertencimento e luta! Amei!

 


(100 Nights of Hero, GBR, 2025)
Gênero: Fantasia
  • Direção: Julia Jackman
  • Roteiro: Julia Jackman
  • Elenco: Emma Corrin, Nicholas Galitzine, Maika Monroe, Charli XCX, Richard E. Grant, Felicity Jones
  • Duração: 91 minutos

Todo Mundo em Pânico 6

 


Título no Brasil: Todo Mundo em Pânico 6

Título Original: Scary Movie

País: EUA

Ano: 2026

Direção: Michael Tiddes 

Roteirista: Shawn Wayans, Marlon Wayans 

Elenco: Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris 

Nota: 3,5/5,0

Por Amanda Gomes


Confesso que nunca fui uma grande fã de “Todo Mundo em Pânico”. Assisti aos dois primeiros filmes quando era mais nova, vi alguns filmes soltos da franquia original e, como boa parte das pessoas da minha geração, cresci cercada pelas referências, memes e cenas que acabaram entrando para a cultura pop. Também preciso admitir que esse tipo de humor escrachado nunca foi exatamente o meu favorito. Ainda assim, sempre enxerguei um charme especial nos primeiros filmes, que conseguiam misturar sátira, absurdo e comentários sobre o cinema de terror de uma forma divertida.

Por isso, fui assistir a “Todo Mundo em Pânico 6” sem grandes expectativas. Depois de treze anos sem um novo capítulo da franquia, a principal dúvida era se ainda existia espaço para esse tipo de comédia em uma época em que as referências surgem e envelhecem na velocidade das redes sociais. A resposta é: sim, mas com algumas ressalvas.

O novo filme aposta fortemente na nostalgia. O retorno de personagens clássicos e dos irmãos Wayans ajuda a recuperar parte da identidade que muitos fãs sentiam falta desde os primeiros longas. Existe uma clara tentativa de lembrar ao público por que a franquia fez tanto sucesso nos anos 2000, e em alguns momentos isso realmente funciona.



As melhores piadas surgem quando o roteiro brinca com os clichês dos filmes de terror de forma mais ampla, em vez de apenas recriar cenas famosas. Há boas piadas envolvendo franquias conhecidas, situações absurdas e até algumas críticas ao próprio estado atual de Hollywood, especialmente à obsessão por continuações, reboots e personagens clássicos retornando décadas depois.