segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Assisti NAZA -Vencedor do Prêmio Especial do Júri no 83º Festival de Veneza
Cara-de-Barro
Título no Brasil: Cara-de-Barro
Título Original: Clayface
Ano: 2026
Direção: James Watkins |
Roteiro: Mike Flanagan, Hossein Amini
Elenco: Tom Rhys Harries, Naomi Ackie, Eddie Marsan
Nota: 4/5
Por Amanda Gomes
Confesso que acho muito interessante quando os filmes de super-heróis se permitem sair daquela fórmula que já conhecemos tão bem. E "Cara-de-Barro" faz justamente isso ao apostar no terror corporal para contar a origem de um dos vilões da DC. O resultado é um filme que mistura momentos grotescos, drama e uma reflexão sobre identidade, sem precisar transformar seu protagonista em um herói incompreendido. E confesso que por ser fã da DC, esseera um dos lançamentos para o qual eu estava mais empolgada.
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Josephine - Fragmentos de Um Crime
Título no Brasil: Josephine - Fragmentos de Um CrimeTítulo Original: Josephine
Ano: 2026
Direção: Beth de Araújo
Roteiro: Beth de Araújo
Elenco: Channing Tatum, Gemma Chan, Mason Lily Reeves
Nota: 3,5
domingo, 18 de outubro de 2026
Marco Bechis recebe o Prêmio Humanidade na 50ª Mostra e apresenta seu mais recente filme, Retorno a Buenos Aires
- O longa, exibido em competição no Festival de Veneza, recebeu o prêmio independente Francesco Pasinetti de Melhor Filme
- A entrega do Prêmio Humanidade acontece no dia 22 de outubro, quinta, às 18h30, no Cultura Artística
A potente filmografia do realizador Marco Bechis constrói um cinema político muito particular, que mistura vivências pessoais, testemunhos, contextos históricos e registros documentais. Nesta 50ª Mostra, o cineasta será homenageado com o Prêmio Humanidade e apresenta seu mais recente trabalho, Retorno a Buenos Aires.
O novo filme do cineasta ítalo-chileno, exibido em competição no Festival de Veneza, acompanha Mariano Guerra, que, após passar 33 anos na Itália, volta à Argentina para testemunhar no julgamento dos ex-militares que o sequestraram, torturaram e escravizaram durante a ditadura militar. Seu retorno a Buenos Aires o obriga a confrontar o que significa ter sobrevivido.
No dia 22 de outubro, quinta-feira, Marco Bechis recebe o Prêmio Humanidade na sessão de Retorno a Buenos Aires, no Cultura Artística, às 18h30.
Criado entre São Paulo e Buenos Aires, Bechis viveu diretamente a violência da ditadura argentina. Em 1977, foi preso pelo regime e posteriormente deportado, seguindo para Milão. A experiência marcou sua trajetória artística. Em 1982, realizou a videoinstalação Desaparecidos, Dove Sono?, trabalho que mais tarde serviria de base para Garage Olimpo (1999), filme sobre uma jovem ativista sequestrada e torturada durante a ditadura.
A relação do cineasta com o Brasil e com a própria Mostra atravessa sua carreira. Garage Olimpo já integrou a programação do evento, assim como Filhos e O Sorriso do Líder. Em 2008, Terra Vermelha, que acompanha indígenas brasileiros na luta pela retomada de seu território, abriu a 32ª Mostra. Bechis também foi um dos realizadores convidados para Mundo Invisível (2012), longa coletivo idealizado e produzido pela Mostra e filmado em São Paulo, e que também faz parte da programação desta 50ª edição.
A 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo tem o patrocínio master da Petrobras, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Esta edição da Mostra tem ainda o patrocínio do Itaú, a parceria institucional do Sesc, a parceria da Spcine e da Prefeitura de São Paulo, e o fomento do ProAC (Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo), por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas.
PATROCINADORES DA 50ª MOSTRA
Neste ano, a Mostra conta com o patrocínio master da PETROBRAS, o patrocínio do ITAÚ, a parceria institucional do SESC, a parceria da SPCINE e da Prefeitura de São Paulo, o fomento do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, a colaboração da EMBRATUR e da NETFLIX, o apoio do PROJETO PARADISO, a promoção da GLOBOFILMES, do CANAL BRASIL, da FOLHA DE S.PAULO, da TV CULTURA, da ARTE 1, do INSTITUTO BANDEIRANTES e da REVISTA PIAUÍ, o apoio técnico da QUANTA e do CULTURA ARTÍSTICA. Realização: MINISTÉRIO DA CULTURA, através da LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA.
Street Fighter {Crítica]
Título no Brasil: Street Fighter
Título Original: Street Fighter
Ano: 2026
Direção: Kitao Sakurai
Roteiro: Dalan Musson, Kitao Sakurai
Elenco: Noah Centineo, Andrew Koji, Callina Liang
Nota: 3,5/5,0
Por Amanda Gomes
Adaptar videogames para o cinema nunca foi uma tarefa simples, e "Street Fighter" já sabe bem disso. Mas, nesta nova tentativa, o filme parece finalmente entender o que torna a franquia tão especial: não é preciso levar tudo a sério o tempo inteiro. Com cores vibrantes, golpes icônicos e personagens tão exagerados quanto nos jogos, a produção abraça o absurdo e transforma isso em parte da diversão.
Ambientado em 1993, o longa acompanha Ryu e Ken, antigos parceiros que seguiram caminhos diferentes após a morte de seu mestre, Gouken. Enquanto Ryu vive isolado, tentando controlar o próprio lado mais agressivo, Ken se tornou uma figura famosa, cercada de extravagância, mas escondendo suas próprias frustrações. É Chun-Li quem coloca os dois novamente no mesmo caminho ao recrutá-los para um novo torneio mundial, que acaba envolvendo conspirações e ameaças muito maiores do que eles imaginavam.
Andrew Koji e Noah Centineo funcionam bem juntos, especialmente porque seus personagens têm personalidades opostas. Ryu é mais contido e atormentado, enquanto Ken usa a arrogância e o bom humor para esconder suas inseguranças. Callina Liang também traz presença para Chun-Li, que tem sua própria motivação e não está ali apenas para acompanhar os protagonistas. A química entre o trio ajuda a sustentar a história, mesmo quando o roteiro não dá a todos os personagens o desenvolvimento que mereciam.
E, claro, as lutas são um dos grandes destaques. Os confrontos incorporam movimentos conhecidos dos jogos de um jeito que funciona na tela, sem perder a identidade exagerada da franquia. A direção de arte também acerta ao apostar em cenários coloridos, enquanto a trilha sonora e as referências à cultura dos anos 1990 ajudam a criar aquela sensação gostosa de nostalgia. Um dos detalhes mais especiais são os flashbacks em animação desenhada à mão, que remetem às adaptações animadas da época e demonstram carinho pelo material original.




